12ABR2012

Minas realiza a quarta edição do Mutirão de Cirurgias Plásticas

Cerca de 40 mulheres em Belo Horizonte, Pouso Alegre, Montes Claros e Uberaba foram submetidas à cirurgias de reconstrução mamária

Fortalecendo a tradição no estado, a SBCP-MG realizou, entre os dias 5 a 8 de março, a quarta edição do Mutirão de Cirurgias Plásticas em Minas Gerais, consagrando a importância do Departamento de Assistência Social da SBCP Nacional. Nesta edição, cerca de 40 mulheres, vítimas do câncer de mama, foram submetidas a cirurgias de reconstrução mamária. Algumas delas aguardavam pela cirurgia há quase 1 ano na fila de espera do Sistema ?nico de Saúde (SUS). O Mutirão auxilia no atendimento à demanda da Secretaria de Estado de Saúde que, até 2010, somava cerca de 450 pacientes aguardando por uma cirurgia de mama.

Esta iniciativa fez parte de um Mutirão Nacional de Reconstrução Mamária, ocorrido, simultaneamente, nos principais estados do país. No total, cerca de 500 mulheres foram operadas. Minas foi o segundo estado a realizar mais cirurgias, juntamente com Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul, ficando atrás apenas para São Paulo, que operou 50 mulheres. Desde que foi criado, em 2010, na gestão do mineiro Sebastião Nelson Edy Guerra, os mutirões já beneficiaram mais de 1.200 pacientes carentes (230 em Minas Gerais).

??O Mutirão demanda tempo, organização e um pré-operatório bem elaborado para que obtenhamos sucesso. O câncer de mama é a segunda maior incidência de câncer na mulher, daí a importância desta iniciativa da Nacional e também da Regional Minas?, afirma Cláudio Salum Castro, presidente da SBCP-MG e coordenador do evento em Minas.

Em Belo Horizonte, foram sete serviços credenciados participantes: Hospital da Baleia, Alberto Cavalcanti, Universitário São José, Hospital das Clínicas, Santa Casa, Mater Dei e Felício Rocho. O interior marcou presença com Montes Claros, Pouso Alegre e Uberaba.

A cirurgiã plástica Tatiana Duarte, que pela terceira vez participa do Mutirão, foi uma das voluntárias do Hospital Alberto Cavalcanti. ??Muito gratificante! Ajudamos as mulheres a reorganizarem a vida e a auto-estima?, diz.

??Agora posso voltar a ir ao clube com as minhas amigas?

Ilza Maria da Silva, recepcionista, de 54 anos, foi umas das pacientes operadas no hospital Alberto Cavalcanti. Ilza mora na cidade de Raul Soares (Zona da Mata mineira) e veio à Belo Horizonte só para realizar a cirurgia de reconstrução mamária, que aguardava há quase um ano na fila de espera do SUS. Descobriu o câncer de mama aos 45 anos, pelo auto exame e não vê a hora de voltar a usar biquíni.

??Para a mulher, o diagnóstico de câncer de mama é terrível! Mexe com a nossa feminilidade. Decidi fazer a cirurgia porque sinto falta de usar biquíni e voltar a ir ao clube com as minhas amigas. Também não posso usar blusas de alcinha e nem qualquer modelo de sutian devido ao enchimento que usava. Essa cirurgia vai mudar minha qualidade de vida?, diz.


VFazitto - 12/04/2012

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