12ABR2012

Cirurgia Plástica é com cirurgião plástico

Corpos e rostos perfeitos divulgados pela mídia despertam, cada vez mais, o desejo dos brasileiros de possuir o corpo ideal. A facilidade e o tratamento das cirurgias plásticas fazem com que, a cada ano, um número maior de pessoas percam o medo dos hospitais e dos pós-operatórios, se submetendo a diversas cirurgias estéticas. Para se ter uma ideia da importância que a cirurgia estética tem hoje no país, das 629 mil cirurgias plásticas realizadas em 2008, 73% foram de cirurgias estéticas, quase 460 mil.

Deste total, 12%, ou 55 mil são de homens. A pesquisa, realizada naquele ano pela Datafolha, por solicitação da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, divulgada em janeiro de 2009, ainda está atual e novos números vão surgindo; Minas Gerais responde por 10% dos procedimentos, ocupando o terceiro lugar em cirurgias no país, ficando atrás apenas de Rio de Janeiro e São Paulo.

No período em que foi realizada a pesquisa, observou - se o crescimento das cirurgias de aumento de mama, que ultrapassaram as lipoaspirações. Em 2008, foram feitos 132. 090 procedimentos de aumento de mama e 125.800 lipoaspirações.

Esta busca do homem pelo padrão corporal perfeito, a falta de tempo para fazer exercícios físicos e a vontade de se tornar belo em uma sociedade cada vez mais competitiva, também na área da conquista, tem feito com que a cirurgia estética seja cada dia mais procurada pelos homens. São 1.800 somente no ano de 2010 que recorreram ao silicone para correções de peitoral, panturrilha e glúteos, entre outros. O peitoral é o mais procurado.

Mas, seja o paciente homem ou mulher, antes de se submeter a qualquer tipo de procedimento estético é necessário procurar um profissional competente e qualificado para que problemas e intercorrências durante a cirurgia sejam evitados. Existe uma cobrança muito grande do paciente por segurança e procurar um cirurgião titular da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica é a melhor maneira de obtê-la.

? fundamental que se saiba dos riscos que existem em uma cirurgia e que o cirurgião tenha consciência que deve oferecer o máximo de segurança ao seu paciente. Hoje, ocorre com muita freqüência a divulgação, por meio da mídia, de falsas promessas de resultados e de procedimentos sem riscos cirúrgicos e muitas vezes, os pacientes são levados a acreditarem nisso. Publicidades falsas, que mesmo proibidas pelo Código e ?tica Médica, ainda continuam acontecendo.

Um estudo expressivo realizado pelo Conselho Regional de Medicina do estado de São Paulo (Cremespe) revelou que, entre 2000 e 2008, 97% dos médicos processados no estado não possuíam título de especialista em cirurgia plástica. Num total de 289 médicos que, naquele período, respondiam a processos ético - profissionais, apenas seis tinham título de especialista, ou seja, após cursar os seis anos da faculdade de medicina, eles não passaram pela residência médica.

A publicidade irregular ou enganosa foi responsável por cerca de 67% dos processos, enquanto as denúncias de má prática profissional responderam por cerca de 28% dos processos éticos, que envolvem a suposta má prática (negligência, imperícia ou imprudência).

Propagandas enganosas, com promessas de resultado e garantias de segurança de 100% nos procedimentos, atraem homens e mulheres. Mas é aí que mora o perigo! Antes de realizar qualquer tipo de cirurgia, o cliente deve saber da formação do cirurgião, saber se ele é associado à Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, se possui título de especialista.

A estatística se cumpre. O número de profissionais que temos hoje é muito diferente do que tínhamos há 10 anos. A demanda por cirurgia plástica é muito maior. Com isso, os acidentes irão ficar mais evidentes e mais presentes. Dessa forma, há uma necessidade de se buscar uma melhor adequação dos profissionais que atuam no mercado, para reduzir ao máximo o número de intercorências em cirurgia plástica. Todo e qualquer procedimento cirúrgico possui riscos. A promessa de segurança e bons resultados não existe na medicina.

Fonte: Jorge Antônio de Menezes - Coordenador do Departamento de Defesa Profissional da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (DEPRO)



Sugestões de pauta
1 - O que os pacientes devem fazer na hora de procurar um cirurgião plástico para realizar as suas cirurgias?
2 - Qual a importância da paciente procurar cirurgiões plásticos especialistas da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica?
3 - Como a população pode se proteger contra essas falsas propagandas e promessas de bons resultados?
4 - O que a Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica tem feito para minimizar essa invasão da especialidade, com cirurgiões sem o título de especialista?
5 - Se a paciente se sentir lesada por algum cirurgião plástico quem ela deve procurar?


Mais informações:
Vfazitto Comunicação
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VFazitto - 12/04/2012

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