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16MAR2015

A Caneta que Mata





â??Noel é o tipo do cara que eu gostaria de encontrar numa mesa de botecoâ?. Esse comentário do ator e médico Jota Dâ??ângelo foi suficiente para fomentar a criação do musical Chico Rosa onde, ficticiamente, Noel Rosa se encontra com Chico Buarque. O autor do espetáculo é o neurocirurgião, dramaturgo, diretor e filósofo Jair Leopoldo Raso e essa história está no livro â??A Caneta que Mata - crônicas médicas; outras nem tantoâ?. E é desse jeito solto, de escrita leve, mas crítica e por vezes, bem humorada, que Jair oferece ao leitor, opiniões e conselhos.

As crônicas médicas do neurocirurgião valem mais que uma receita. São baseadas na experiência e leitura. Em uma delas, mostra que a falta de memória, por vezes, denuncia a falta de emoção no dia a dia. Vale à pena ler a crônica e pensar.

O prefácio é de um colega nas artes teatrais: o lusitano e dramaturgo Cunha de Leiradella que viveu vários anos em Belo Horizonte, época que conheceu o autor.

Nas crônicas do cotidiano, o neurocirurgião cede o lugar ao dramaturgo e filósofo Jair Raso e também diretor do Grupo teatral Cara de Palco (Med&cena) criado em 1984 e responsável por inúmeras produções.

Nessas crônicas, Jair relembra a infância em Desterro do Melo e cita nomes respeitáveis da literatura, cinema e música como Noel Rosa, Guimarães Rosa, Millor Fernandes, Dostoieviski e Bergman. E mesmo concordando com Rosa de que â??viver é perigosoâ?, Jair Raso mostra em suas crônicas uma lucidez otimista.

Lançamento
Dia: 18 de março
Local: Biblioteca Pública de Minas Gerais/BH
Hora: 19 hs



- 16/03/2015

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